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Se você tem imóvel no Brasil, prepare-se: a Receita Federal acaba de lançar o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), que já está sendo chamado de “CPF dos imóveis”.


A ideia parece bonita no papel: mais transparência, padronização, segurança jurídica. Mas, na prática, significa também muito mais fiscalização e aumento nos imposto que você paga hoje.


O que é isso, qual é essa idia?


O CIB (Cadastro imobiliário brasileiro) é um número único que cada imóvel vai receber, assim como o CPF da pessoa física. Ele vai integrar informações de cartórios, prefeituras, registros públicos e até cruzar com a Receita. Isso vai lincar em todas as áreas o imóvel ao seu CPF. Em resumo: acabou a bagunça de registros diferentes em cada canto. Tudo vai estar centralizado.


E na prática, o que muda?


  • Quem não declarava aluguel ou declarava por fora, pode começar a se preocupar. A Receita vai ter acesso cruzado às informações e com isso vai te tributar sobre esses valores.

  • O valor do seu imóvel pode ser recalculado mais próximo ao valor de mercado. E adivinha? Isso pode significar IPTU mais caro em várias cidades. Quando você vender ou comprar um imóvel, o valor venal automaticamente vai ser lincando a receita federal e a secretária de fazenda fazendo com que seu IPTU suba automaticamente, sendo a melhor forma (para o governo arrecadar impostos) de atualizar valores

  • As transações (compra e venda) vão ficar muito mais transparentes, sem espaço para subdeclarar valores na escritura.

  • Para o crédito imobiliário e os financiamentos, a prática de "superfaturar" o valor do imóvel para simular um entrada vai acabar, não será mais viavél devido os bancos terem acesso aos dados vinculados e o pagamento dos tributos em cima desse valor a mais simulado ficar mais caro.


Não é que a alíquota do IPTU vá aumentar de uma hora pra outra — a própria Receita já disse que não. O problema é que a base de cálculo pode subir. E se sobe a base, o imposto vem na sequência. E é claro que eles vão dizer que não. mas é claro que com tudo vinculado quem vai alegar que o valor não é esse ou é indevido devido estar tudo vinculado não é mesmo? A famosa "conversa para boi dormir"


Abrir o olho é agora!


O discurso oficial é que tudo isso vai trazer “segurança jurídica” e facilitar a vida do mercado imobiliário, dar agilidade a inventários e ter em uma única central tudo que envolva um imóvel. Mas quem vive o dia a dia sabe: quando o governo cria mais controle, geralmente é pra arrecadar mais.

E aqui vai o recado: se você tem imóvel alugado, contrato informal, ou se sempre “ajeitou” o valor do IPTU, a hora de regularizar é agora. Porque, com esse novo CPF dos imóveis, a Receita vai saber mais sobre a sua casa do que você mesmo. E você ainda poderá cair na malha fina e ter que se explicar e pagar retroativos e multas por isso.


Em que pé está o CPF dos imóveis


  1. Regulamentado pela Receita: O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) já foi regulamentado em agosto de 2025 pela Receita Federal.


  2. Base legal / previsão: Ele já estava previsto na Lei Complementar da Reforma Tributária que foi sancionada no início do ano. Também opera em conjunto com o Sinter (Sistema Nacional de Gestão de Informações Territoriais), que foi criado por decreto em 2022.


  3. Cronograma de implantação

    • Em 2025: regulamento publicado, elaboração de normas, preparação.

    • Em 2026: previsto início de operações em capitais.

    • Em 2027: expansão para os demais municípios.


  4. O que já está valendo / obrigações vigentes

    • Já existe a obrigação de cartórios integrarem-se ao Sinter e incluir o código CIB em documentos/sistemas após publicação do regulamento.

    • O plano de trabalho inclui diagnósticos, testes piloto, homologação técnica.

    • Mas ainda não está tudo em produção plena: as fases de implantação (em capitais, depois municípios) ainda estão no cronograma futuro.


  5. Pontos de esclarecimento do governo / divergências

    • O governo afirma que o CIB não vai criar novo imposto nem alíquota nova.

    • "Só" vai cobrar a mais por que a atualização será full time.

    • Dizem também que aluguéis residenciais mais modestos, ou imóveis de famílias de menor renda terão proteções ou isenções específicas.

    • Há especialistas que alertam que, mesmo sem mudança explícita de alíquotas, vai haver impacto via base de cálculo mais próxima ao valor de mercado, maior fiscalização, menos omissão de informações. E é claro, não haverá mais brechas (não que isso seja correto fazer) mas a arrecadação e o que você vai pagar vai subir.


Chances de aprovar / obstáculos que ainda podem aparecer


Chances de seguir adiante: altas. A regulamentação já existe, o cronograma foi definido, há respaldo legal pela reforma tributária. Não parece que há oposição gigante ou questão pendente de votação legislativa (já que a lei que prevê o CIB foi aprovada), e é claro, que com a arrecadação maior, e mais verbas para emendas disponíveis quem sará contra.


Principais obstáculos ou dúvidas que podem atrasar ou alterar o impacto:

  • A capacidade técnica de municípios, cartórios etc., para adaptar sistemas, matrículas, georreferenciamento, etc. Isso pela arrecadação a maior pode ser suprimido por contratações de empresas para essa realização.

  • A resistência ou lentidão local: municípios menores ou cartórios com menos estrutura podem demorar. Como tudo no Brasil é demorado, não seria diferente nesse momento, mas um município A não atrabalharia o progresso de um município B.

  • A aceitação social / política: pressões de proprietários, de políticos locais que se preocupam com efeitos no IPTU ou no bolso das pessoas. Os propriétarios sim, pode até ser mas os politicos jamais iriam ser contra, pela a arrecadação total a mais para emendas como citei acima, e vendo agora por outro lógica, até para os propríetário de locam seus imóveis, o valor mais mais do IPTU não seria um impacto grande, por que quem paga o IPTU é o inquilino.

  • Clarificação de regras de isenção, proteções, para evitar que famílias de baixa renda sejam excessivamente impactadas.

  • Regulamentações complementares: sobre valor de referência, critérios de avaliação do imóvel, formas de averbação, penalidades etc.


Fontes

  • Receita Federal portal GOV.BR

  • CNN Brasil

  • Exame


O fato é que, gostemos ou não, o CPF dos imóveis já é realidade. A sociedade precisa ficar atenta, porque a conta vai chegar.

E você, já está preparado para esse novo cenário?”

 
 
 

O que realmente acontece hoje no mercado de crédito imobiliário?


Nos últimos meses, vimos circular em grandes portais de notícias e em relatórios de entidades como a ABECIP (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) e a CNN Brasil matérias apontando um suposto crescimento nas contratações de crédito e um otimismo renovado no setor.

Mas será que essa é a realidade de quem está todos os dias no mercado?Eu, que atuo há mais de 15 anos como consultor, posso dizer que a prática mostra um cenário bem diferente.


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O cenário real por trás das manchetes


Apesar do tom positivo das publicações, o que vemos no dia a dia é um mercado retraído. A taxa Selic elevada torna os investimentos financeiros muito mais atrativos que o mercado imobiliário. Com juros altos, os clientes comparam com mais cuidado o custo do financiamento versus o aluguel — e muitas vezes percebem que alugar ainda sai mais barato.


Além disso, há um movimento velado de retenção de crédito pelos bancos.Oficialmente, não há anúncio de restrição. Mas, na prática, os pedidos de financiamento enfrentam:


  • altas taxas de reprovação sob justificativa de “política interna”;

  • demora excessiva na aprovação dos processos;

  • e atrasos no repasse de valores, impactando diretamente compradores, vendedores e corretores.


O que tem girado o mercado


Em Brasília e em várias outras regiões, o que ainda movimenta negócios são permutas de imóveis — trocas em que uma parte busca mais espaço ou uma localização melhor.Outro fator são as operações voltadas para levantar capital e quitar dívidas.

Já o segmento do primeiro imóvel, mesmo com subsídios do programa Minha Casa Minha Vida, enfrenta enorme dificuldade:


  • os valores de entrada,

  • as parcelas projetadas

  • e o preço final do imóvelnão conversam com a realidade da maioria dos clientes. Resultado: negócios travados.


O papel do consultor nesse momento


Diante de tantas incertezas, é essencial que o cliente tenha um consultor especializado ao lado.O papel de quem vive esse mercado é:

  • analisar todas as opções de financiamento;

  • indicar bancos que ofereçam taxas mais competitivas (ou menos pesadas);

  • e estruturar o processo para que o cliente faça uma compra consciente.

Em um cenário como o atual, cada detalhe faz diferença. Um bom planejamento hoje pode representar economia significativa no futuro.


Conclusão


Nem sempre a realidade do mercado acompanha o tom otimista das matérias oficiais. Por isso, a recomendação é clara: antes de tomar uma decisão tão importante quanto a compra de um imóvel, consulte quem vive o mercado de perto todos os dias.


Na RC Crédito, acompanhamos de forma transparente os movimentos do setor e ajudamos nossos clientes a encontrar o melhor caminho, seja em tempos de expansão ou de retração.


👉 Quer entender como se posicionar melhor neste cenário? Entre em contato com a gente e vamos conversar.

 
 
 

O planejamento financeiro do brasileiro esta cada vez mais voltado para o consórcio, a prova disso é um recorde no primeiro semestre de 2025, onde o setor atingiu uma marca histórica de 2,46 milhões de novas cotas vendidas, que foi o maior volume semestral já registrado. Tudo isso se da a crescente busca por inventimentos pelos brasileiros, a cultura de poupar esta cada vez mais com a população.


Essa informação foi divulgada pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), esse crescimento vem em um momento em que o custo do crédito tradicional segue elevado, o que torna o consórcio uma alternativa viável e cada vez mais atrativa tanto no consórcio novo quanto na venda de consórcio já contemplado.


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Como funciona um consórcio?


O consórcio é uma compra planejada e coletiva, onde um grupo contribiu mensalmente para formar uma poupança conjunta. Em todos os meses um ou mais integrantes do grupo é contemplado por sorteio ou lance, recebendo a carta de crédito para poder ser usado na aquisição de um bem, seja imóvel, veículo, ou até serviços.


Com isso, para investidores essa é a hora de vender a cota contemplada, para pessoas que estão em vias de fato na compra de um bem e querem pagar menos no custo final da compra, essas pessoas fazer a aquisição dessa cota comtemplada e pagam seu bem, girando assim as vendas dos consórcios contemplados.


Um detalhe importante: a carta de crédito não é dinheiro em espécie, mas sim um documento com valor pré-definido para uso específico. Isso garante que os recursos sejam destinados ao objetivo contratado, mantendo a segurança do sistema. mas em alguns casos esse valor pode ser sacado pelo titular.


As vantagens do consórcio


  1. Sem juros

    Diferente do financiamento tradicional, o consórcio não cobra juros, apenas uma taxa de administração que costuma ser mais acessível, no contemplado tem o acrescimo do ágio no valor total da cota, que mesmo assim ainda é uma oportunidade melhor que o crédito imobiliário direto.

  2. Parcelas mais leves e planejáveis

    Justamente pela ausência de juros, as parcelas mensais tendem a ser menores, ajudando no controle do orçamento.

  3. Disciplina financeira

    Ao assumir uma cota, o participante se compromete com um pagamento mensal que funciona como uma forma de poupança programada.

  4. Flexibilidade na contemplação

    É possível ser contemplado por sorteio ou por meio de lances — estratégia usada por quem deseja antecipar a conquista do crédito. No contemplado, como ele já esta contemplado, é só pagar o bem.

  5. Diversificação de uso

    Hoje, além de carros e imóveis, há consórcios para motos, caminhões, serviços de educação, viagens e até procedimentos médicos, ampliando as possibilidades.


Por que o setor bateu redorde em 2025?


Com a taxa Selic elevada, o financiamento tradicional se torna mais caro. Nesse contexto, o consórcio aparece como uma alternativa de planejamento financeiro inteligente, que permite adquirir bens sem pagar juros abusivos.


Além disso, a credibilidade das administradoras e o amadurecimento do consumidor, cada vez mais atento ao custo do crédito, colaboram para esse resultado.

Segundo a ABAC, a expectativa é que 2025 encerre com números ainda maiores, consolidando o consórcio como um dos principais motores de acesso ao consumo no país.


O recorde do primeiro semestre de 2025 mostra que o consórcio não é apenas uma moda passageira, mas uma solução financeira em ascensão no Brasil. Com mais de 2,4 milhões de cotas vendidas, essa modalidade prova ser um caminho acessível, seguro e planejado para quem deseja realizar sonhos — sem se afundar em juros.

Seja para comprar um imóvel, trocar de carro ou investir em serviços, o consórcio desponta como uma estratégia de consumo inteligente, adaptada ao perfil do brasileiro que busca equilíbrio entre desejo e responsabilidade financeira.


Quer saber mais sobre consórcios, bora que eu te conto!

 
 
 

© 2025 por Ricardo Chiarelli. 

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